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Mensagens

A mostrar mensagens de agosto, 2017

Sonhos Lindos

Sonhos lindos São esperanças Que descansam Em núvens De dias solarengos. Se sou sol, As núvens sonhos, Tu és o meu céu De adormecer tranquilo. Puxamos um lençol De chuva de estrelas E fazemos Desnudados O que a natureza tenha querido. Sonhar. Sonhar de olhos abertos E viajar Anos-luz Para não voltar E a tempo virmos. Prazer e imaginação. Fogo E combustão. Colchão de ardores E prazer De não findar. Fino sabor de te Sonhar E de me moveres em Galáxias. São as tuas memória Que me são tão gratas. Esperanças Dependuradas.

Branco alva Acontece

Assim como te deitas No leito alva Transapareces a brancura De uma foto a preto e branco. Alongas-te nua E eu por enquanto Oiço dos silêncios em que Despertas "Sou tua!" Que loucura Que luz que se trespassa Dessas persianas Para te tocarem Ao de leve. É luz tua Que se nos oferece. Que acaricia a mão tua Como se fora uma prece. Um lascivo bamboleado Que por agora acontece. Mulher. Feminina. Ser que me desperta E o nervo adormece. Branca é a calma Do amor que prevalece.

Simultâneos

E é nesta calma Que o ser se desarma Ao ímpeto de ti. Chegámos ao mesmo Tempo. Simultâneos Fomos mais do que um orgasmo Um encontro de seres Num. Num caminho que por agora Se apresente comum. Leve E a brisa e a respiração De cada um de nós. Do suspiro de cada um de nós. Chegámos há pouco E ao mesmo tempo. Partamos Com ar Para as curvas dos dias E do peito que já Aloja Amor.

Este azul imenso

Desfolhava folhas De óleos que pintara Em tempos De solidão E de cólera. Representação que nos Acalma a arte. Um certo tipo De fé, De religião. Desfolho o passado Para não esquecer O caminho. A arte de me perder E reencontrar. Tomo o caminho escarpado Ao céu. Ao cume da montanha Onde nos sopra a brisa. Não és segredo És tesouro de se agradecer Ao azul imenso. Arte de te encontrar em mim. Pintei quadros Em papelinhos guia. Pintei óleos de lágrimas E de esperança Até este dia. Não me esquecerei Do tempo mesmo que ele Agora pareça não existir. Não me esquecerei Das lágrimas que me fizeram Pintar futuros. São sorrisos Que se acautelam de céu E no tempo Esse que há-de vir. Sonhei quadros pintados Em óleo de carpir. Carpi até aqui Este azul imenso De ti!

Rugas na Expressão

Deixei cair a roupa. Ela ganhou uns jeitos Da tua pele. Acomodou-se. Depois desarrumou-se E engelhou-se Para fazer jus Às tuas rugas de expressão. Às minha rugas Do coração. A tua pele espalhada Em mim Cobrindo a vergonha De não estarmos Completamente Desnudados... Ainda. Falta um beijo lânguido. Aquele que falta Sempre em seguida. Quero-te despida Com as rugas do teu Coração. Quero sorrir e ficar marcado. Espalhado Na tua nudez. Espelhado Nos teus "porquês". Espantado mais uma vez. São rugas de expressão Amor. É isso que vês. Deixei cair a roupa E a vergonha toda A teus pés. Amor, são rugas na expressão Como vês!