E é nesta calma
Que o ser se desarma
Ao ímpeto de ti.
Chegámos ao mesmo
Tempo.
Simultâneos
Fomos mais do que um orgasmo
Um encontro de seres
Num.
Num caminho que por agora
Se apresente comum.
Leve
E a brisa e a respiração
De cada um de nós.
Do suspiro de cada um de nós.
Chegámos há pouco
E ao mesmo tempo.
Partamos
Com ar
Para as curvas dos dias
E do peito que já
Aloja
Amor.
"Fazes-me falta! As vezes que guardei Essas palavras em mim. Faltava-me a coragem E perdia-se algo de tanto Que se foi perdendo Pelo tempo. Guardei-as Segurando-me a mim. À mulher que Em mim cresceu. És amável homem meu. Gentil. (Saudade...) E a falta que fazes Enfim. E enfim que to digo. Porque me tenho Em toda E na soma das metades. Fazes-me falta! Porque me completas. Porque um abraço Ou o encosto Do corpo Ou o olhar Ou as conversas Do Ser São a simplicidade De sermos Apenas Amor. Fazes-me falta Se não tiver as tuas palavras. Fico com estas Que são minhas E que sinto como tuas. Desnudas-me O silêncio E a consciência De que somos Esta poesia. Esta falta que de ti Sentia." Fazes-me falta!
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