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Lei da Atração dos Corpos

Cheguei.
Uma vez mais
Provaste a teoria
Da atração dos
Corpos.
A minha massa
E a tua
Em órbita
Descendente
Ao mais profundo
De nós.
Alinharam-se os astros.
Gritamos de viva
Voz
O murmúrio
Dos amantes secretos.
Entrei em ti
Já aberto
Com um universo
Rasgado
Para o teu a
Regresso.
Já éramos
Num retorno infinito
Onde a matéria
Deu lugar ao corpo.
A dois corpos
E ao nosso
Desejo e acerto.
Ao nosso primeiro
Regresso.
Voltas e mais voltas
Dum infinito e apenas
Nosso universo.

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Fazes-me Falta!

"Fazes-me falta! As vezes que guardei Essas palavras em mim. Faltava-me a coragem E perdia-se algo de tanto Que se foi perdendo Pelo tempo. Guardei-as Segurando-me a mim. À mulher que Em mim cresceu. És amável homem meu. Gentil. (Saudade...) E a falta que fazes Enfim. E enfim que to digo. Porque me tenho Em toda E na soma das metades. Fazes-me falta! Porque me completas. Porque um abraço Ou o encosto Do corpo Ou o olhar Ou as conversas Do Ser São a simplicidade De sermos Apenas Amor. Fazes-me falta Se não tiver as tuas palavras. Fico com estas Que são minhas E que sinto como tuas. Desnudas-me O silêncio E a consciência De que somos Esta poesia. Esta falta que de ti Sentia." Fazes-me falta!
Comprometo-me a cada instante Te perder. Como não deixar De ser eu Se é de mim Que te deixas ser? Sou vulcão activo Pronto a arder com A banalidade. Com os dias seguros. Ainda que venham Calmos Os dias são a nossa parte De fazermos Tempo Para mais tempo perder. Perde-te em mim Com o fogo Em que já te querias Queimar. Ou em lume brando De se arder.