Comprometo-me a cada instante
Te perder.
Como não deixar
De ser eu
Se é de mim
Que te deixas ser?
Sou vulcão activo
Pronto a arder com
A banalidade.
Com os dias seguros.
Ainda que venham
Calmos
Os dias são a nossa parte
De fazermos
Tempo
Para mais tempo perder.
Perde-te em mim
Com o fogo
Em que já te querias
Queimar.
Ou em lume brando
De se arder.
"Fazes-me falta! As vezes que guardei Essas palavras em mim. Faltava-me a coragem E perdia-se algo de tanto Que se foi perdendo Pelo tempo. Guardei-as Segurando-me a mim. À mulher que Em mim cresceu. És amável homem meu. Gentil. (Saudade...) E a falta que fazes Enfim. E enfim que to digo. Porque me tenho Em toda E na soma das metades. Fazes-me falta! Porque me completas. Porque um abraço Ou o encosto Do corpo Ou o olhar Ou as conversas Do Ser São a simplicidade De sermos Apenas Amor. Fazes-me falta Se não tiver as tuas palavras. Fico com estas Que são minhas E que sinto como tuas. Desnudas-me O silêncio E a consciência De que somos Esta poesia. Esta falta que de ti Sentia." Fazes-me falta!
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