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A mostrar mensagens de julho, 2017

Meu Atlântico

Quero sempre fazer um verso simples. Ser desse tamanho com que me honras com o teu. Corpo de amor e céu de aspirar ser se me permites. Dessa grandeza. Da beleza das coisas repousarem em si apenas como devem. Como folha que desce o curso de um rio para onde flui o tempo. Tudo chega a tempo mesmo a tristeza que te antecedeu. Que nos esmoreceu e a água que nos trouxe ao abraço. Ao teu regaço e à felicidade minha. É tua de borla ahh e simples nunca conseguirei ser nas palavras. Tantas para a liquidez com que fluis em mim. Sou leito para em mim seres mar. A única coisa simples que te posso ser. Banha-me para te seres. Grandiosa. Sê atlântico e eu enorme quanto me deixes crescer.

Deixámos as vertigens lá em baixo

Há lá espera melhor Do que nada Esperar? Deixei-te estar. Resolvi sentir O que tinha de sentir. De ficar Ou de seguir. Era este o meu destino Até um dia... Ou nunca. Chegaste e eu nem queria Acreditar. Um sonho prestes a se realizar. Se não te esperava, Porque haveria de esperar O que quer Que fosse? E o tempo nem corre Nem pára. Vai à velocidade A que nos destinámos. É o nosso tempo! É o nosso vento de voar. Foste tu que me deste As asas Para te elevar. Tinhas ganho medo De alturas Porque deixaste De amar. Deste-me as asas Para voltares A amar. Ontem disseste-me que me Amas. Fogo, Água E desta Terra, Ar! Amo-te Porque voltaste a Amar!

Pedi um bem

Fechei os olhos E pedi um bem. Uma prece De quem nada tem E nada a almejar. Só pedir um bem Por bem. Secretamente Jurar devolver A dobrar. Ou com vontade Sem fim. Eternamente. Pedi alguém como tu. Mas não esperei. Segui. E chegaste. A dobrar de bem De quem nada tem Senão as mãos abertas Em prece E para dar. E recebi em dobro. Recebi-te. Recebo-te. Redobro Em frente. Constante E permanente. De falha Mas humano Em tempo crescente Até ao minguante Tempo. De te dar. De mim te dar. Com o pouco Que tudo pode representar. Sem falsa modéstia E com erros De acrescentar. Ser o que sou Sem maquilhagem De me representar. Ser-te o bem Do bem A que me andas a convocar. Cada dia aprendo Contigo e que é dar. Cada dia abro mão do passado Para de ti receber a dobrar. Só tenho tempo Para te dar O que mereces guardar. Mãos abertas Para sempre se voltar. Melhor. Errante modelo De te poder recompensar Com amor. Simplesmente Aprender contigo A de...

Deito-me na tua Calma

Esta noite dormi pouco. -Uma vez mais!- Não pelas mesmas razões que me andam a deixar roco de tanto gritar descanso por dentro. Nem mesmo pelo receio de nunca mais acordar. Esta noite dormi pouco Porque vi o que seria te perder. Era eu os teus olhos e eu era um outro estranho que perdias. Nem por segundos posso alguma vez experimentar a tua dor por mim causada. Não durmo descansado se tu não podes me amar e eu te fazer perder. Não durmo bem se te estranho o meu ser. Esta noite dormi pouco porque te amo a mais de um sonho. Acordo para não te perder da realidade. De sentir que é verdade. Acordo para te ter aqui mesmo que aqui seja só o lugar de nós. Hoje dormi pouco porque me quero de ti desperto. Descoberto ao sonho como lençol que me desnuda a alma. Repouso nesta cama que cheira a ti e ao amor que não sonha mas que me acorda e me deita na tua calma.

Todo ouvidos

É na tua voz Que me assento. O amor que dele Vem Para me abraçar O ouvido. Para me segredar Futuro. Sou todo ouvidos. A atenção de quem Olha E vê em diante Esse calor. Hoje segredaste-me De ti E encontrei de novo A audição.

Tesão

Deixas-te assim ao Desejo? Ao meu E à luxúria de me Deixares aqui assim? Sou carne sedenta Do leite que de ti verte. Sou corpo inerte Esperando que me resgates Da morte E me enchas de vida. Dessa tesão Que me dá guarida. És corpo e perdição E no entanto Onde me encontro. Amo-te a carne E a loucura. Tesão...

Minha meia face

Minha meia face. Meu enlace De futuro Que vem de passado. Nem que mil anos Passassem Minha cara metade Fosse Para sempre Meia face. Faço amor Com as palavras Como tu fazes Em as semear em mim. Fazes-me feliz Meia face Cara metade De ser sempre assim!

Bom dia meu amor

Bom dia meu amor Que com os pirilampos Me deito. Seja como for Vou cá estando Mesmo que descansando Quando por direito Te dás ao dia. Bom dia meu amor Porque te guardo Num sonho Onde te alumio. Onde a luz que tens Leva amor Pelas horas a fio Até que estejamos De novo juntos. Não há hora Nem tempo Nem ausência. Há vontade, Querer e Pertinência. É o amor De estar mesmo Quando cada um Do seu lado Tem outras coisas a fazer. Mas está cada um No dia do outro Mesmo não estando. Não há gesto mais Bonito Do que andar na lembrança Do coração do outro. Adoro-te! Bom dia meu amor... Adoro-te muito!

Quase tudo

Apenas me rendo A ti. À simplicidade De ser apenas isto E isto ser tanto De quase tudo. Do "quase" em que Nunca chegavas. De que eu não chegava. Olhámo-nos. E logo o abraço Se alongou em amor. Assim, quase todo O amor Que não é todo Porque levamo-lo No abraço Alongado no tempo E largo no quase. Um dia antes de quase Chegarmos Tivemos toda uma vida Após os primeiros quases E esse último. Quero-te sempre quase Minha metade!

Amanhece a tarde

Amanhece a tarde. Tarde é o dia que Não é aproveitado. Não é o caso. Brancura e luz branca Que entra de céu azul E da verdura Que no olhar Se estanca No leito cândido Do teu corpo. Derramei amor em ti. Sorri Porque as manhãs São quando quisermos! Amor é quando quisermos.