Por vezes atinges-me Na saudade. Não na do tempo Mas apenas na lembrança de ti. De seres tão naturalmente Bela em mim. De não te apressares Em te colocares diante de mim Fazendo-te do quadro completo. Ele completa-se de ti. Como tu me completas Sem que eu saiba O que é essa plenitude. E no entanto a tua virtude É ires dando-me Noção do que me completei Mais agora do que de ontem. E pelo meio estendes-te Pelos dias sendo tu própria. Podias ter o mundo E dás-me de barato O teu universo. E eu, controverso Em mim, Busco a plenitude do Ser. E tu completando o quadro Por te dares Sem te subtraíres Completas-te! És tão imensamente maior Por ti e no entanto Ensinas-me Que maior se é Só com quem Se quer estar. A dar universos Sem perder nada. Sem te perderes. Eu sou um solitário Na busca das respostas Às perguntas difíceis. E tu, completa, Vais deixando-me ir.