Longo vai o dia
Que se afasta de nós.
Mas aqui estou
Deitando-me em leito
Do teu sonhado peito.
Fecho os olhos
Acomodado
Pelo abraço
De ti sem nós.
Por aqui
E por enquanto.
Desato os nós
Das nossas minúcias.
Do detalhe que escapa.
Da palavra que martela.
Do olhar que se espera
Voltar a ser nosso.
Cansaço era não nos
Querer.
Era não ter amor
De onde ele brota
Constante.
Nunca fui a esse distante
Desencontro.
Tenho estado aqui
Sempre pronto.
Quanto mais não seja
Adormecendo,
Nosso,
Em sonho.
"Fazes-me falta! As vezes que guardei Essas palavras em mim. Faltava-me a coragem E perdia-se algo de tanto Que se foi perdendo Pelo tempo. Guardei-as Segurando-me a mim. À mulher que Em mim cresceu. És amável homem meu. Gentil. (Saudade...) E a falta que fazes Enfim. E enfim que to digo. Porque me tenho Em toda E na soma das metades. Fazes-me falta! Porque me completas. Porque um abraço Ou o encosto Do corpo Ou o olhar Ou as conversas Do Ser São a simplicidade De sermos Apenas Amor. Fazes-me falta Se não tiver as tuas palavras. Fico com estas Que são minhas E que sinto como tuas. Desnudas-me O silêncio E a consciência De que somos Esta poesia. Esta falta que de ti Sentia." Fazes-me falta!
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