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Ventos e Amor de Regressar

Deixo-te ao vento Da solidão onde Livre se sopra A intenção do regresso. É um começo Dos fins. Por querer-te mais Do que tudo isso. Por te querer Mais do que a mim. Esse ser tem os dias Contados Se Deus quisesse. Talvez eu regresse Como ainda sou E é bom. Volta sempre àquela Aquele que se lhe merece. Talvez regresse. Mas tenho de vir Para longe, mais perto de mim. Daquele que me desconhece Melhor. Para encontrar Os passos onde se caminha Em teu amor. Eu não sou simples Nem simples como O amor Nem como tu. Sou um desbravador De desconhecidos E de mim. O maior egoísta Por amor. Vim para longe - Perto de mim - Para voltar a ti. E aos dias De cada fim.
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Fazes-me Falta!

"Fazes-me falta! As vezes que guardei Essas palavras em mim. Faltava-me a coragem E perdia-se algo de tanto Que se foi perdendo Pelo tempo. Guardei-as Segurando-me a mim. À mulher que Em mim cresceu. És amável homem meu. Gentil. (Saudade...) E a falta que fazes Enfim. E enfim que to digo. Porque me tenho Em toda E na soma das metades. Fazes-me falta! Porque me completas. Porque um abraço Ou o encosto Do corpo Ou o olhar Ou as conversas Do Ser São a simplicidade De sermos Apenas Amor. Fazes-me falta Se não tiver as tuas palavras. Fico com estas Que são minhas E que sinto como tuas. Desnudas-me O silêncio E a consciência De que somos Esta poesia. Esta falta que de ti Sentia." Fazes-me falta!

Enganando o destino

Não consigo amar-te Perdidamente. Não consigo imaginar-te Perdida de mim. Chegaste de sopro leve E eu, solto, Como qualquer um Que nunca teve Tanto disto Como do amor de uma mãe. E afagas-me os desesperos Sorrindo dos medos Como ingénua que deves Ser E como coração maior também. És apenas tu Encontrada das coisas simples E sem tempo para incêndios. Só uma chama contínua De quem abraça o outro Fogo Como se fora da primeira vez. E eu aqueço-me E sopro-te de calores de volta. Trazes-me valores de volta E a paz De nada enfurecer. Não sei se serás um Sempre E sempre quis disso. Agora só quero ser feliz E sozinho. Mas contigo. Enganando o destino.

Completa!

Por vezes atinges-me Na saudade. Não na do tempo Mas apenas na lembrança de ti. De seres tão naturalmente Bela em mim. De não te apressares Em te colocares diante de mim Fazendo-te do quadro completo. Ele completa-se de ti. Como tu me completas Sem que eu saiba O que é essa plenitude. E no entanto a tua virtude É ires dando-me Noção do que me completei Mais agora do que de ontem. E pelo meio estendes-te Pelos dias sendo tu própria. Podias ter o mundo E dás-me de barato O teu universo. E eu, controverso Em mim, Busco a plenitude do Ser. E tu completando o quadro Por te dares Sem te subtraíres Completas-te! És tão imensamente maior Por ti e no entanto Ensinas-me Que maior se é Só com quem Se quer estar. A dar universos Sem perder nada. Sem te perderes. Eu sou um solitário Na busca das respostas Às perguntas difíceis. E tu, completa, Vais deixando-me ir.

Nosso

Longo vai o dia Que se afasta de nós. Mas aqui estou Deitando-me em leito Do teu sonhado peito. Fecho os olhos Acomodado Pelo abraço De ti sem nós. Por aqui E por enquanto. Desato os nós Das nossas minúcias. Do detalhe que escapa. Da palavra que martela. Do olhar que se espera Voltar a ser nosso. Cansaço era não nos Querer. Era não ter amor De onde ele brota Constante. Nunca fui a esse distante Desencontro. Tenho estado aqui Sempre pronto. Quanto mais não seja Adormecendo, Nosso, Em sonho.

Beijo Calado

Cada vez mais Distante. Despe-se a suspeita Que cada vez mais Te queira. Apesar de presente Não te posso ter A cada hora. Encontrei-me E perco tempo A tudo o que o mundo Me convoca. Mas quanto mais me afasto Mais a saudade aperta. Quanto mais disto Mais de mim A ti se se acerca. Talvez não notaste Mas nunca me fui Embora, Embora pareça. Não te silencies Porque se se cala Uma alma inteira Em mim Um mundo inteiro De ti careça Mais do que de mim Venha à fala. Saudade Não se cala!