Deixo-te ao vento Da solidão onde Livre se sopra A intenção do regresso. É um começo Dos fins. Por querer-te mais Do que tudo isso. Por te querer Mais do que a mim. Esse ser tem os dias Contados Se Deus quisesse. Talvez eu regresse Como ainda sou E é bom. Volta sempre àquela Aquele que se lhe merece. Talvez regresse. Mas tenho de vir Para longe, mais perto de mim. Daquele que me desconhece Melhor. Para encontrar Os passos onde se caminha Em teu amor. Eu não sou simples Nem simples como O amor Nem como tu. Sou um desbravador De desconhecidos E de mim. O maior egoísta Por amor. Vim para longe - Perto de mim - Para voltar a ti. E aos dias De cada fim.
"Fazes-me falta! As vezes que guardei Essas palavras em mim. Faltava-me a coragem E perdia-se algo de tanto Que se foi perdendo Pelo tempo. Guardei-as Segurando-me a mim. À mulher que Em mim cresceu. És amável homem meu. Gentil. (Saudade...) E a falta que fazes Enfim. E enfim que to digo. Porque me tenho Em toda E na soma das metades. Fazes-me falta! Porque me completas. Porque um abraço Ou o encosto Do corpo Ou o olhar Ou as conversas Do Ser São a simplicidade De sermos Apenas Amor. Fazes-me falta Se não tiver as tuas palavras. Fico com estas Que são minhas E que sinto como tuas. Desnudas-me O silêncio E a consciência De que somos Esta poesia. Esta falta que de ti Sentia." Fazes-me falta!