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Enganando o destino

Não consigo amar-te
Perdidamente.
Não consigo imaginar-te
Perdida de mim.
Chegaste de sopro leve
E eu, solto,
Como qualquer um
Que nunca teve
Tanto disto
Como do amor de uma mãe.
E afagas-me os desesperos
Sorrindo dos medos
Como ingénua que deves
Ser
E como coração maior também.
És apenas tu
Encontrada das coisas simples
E sem tempo para incêndios.
Só uma chama contínua
De quem abraça o outro
Fogo
Como se fora da primeira vez.
E eu aqueço-me
E sopro-te de calores de volta.
Trazes-me valores de volta
E a paz
De nada enfurecer.

Não sei se serás um Sempre
E sempre quis disso.
Agora só quero ser feliz
E sozinho.
Mas contigo.
Enganando o destino.


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