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Completa!

Por vezes atinges-me
Na saudade.
Não na do tempo
Mas apenas na lembrança de ti.
De seres tão naturalmente
Bela em mim.
De não te apressares
Em te colocares diante de mim
Fazendo-te do quadro completo.
Ele completa-se de ti.
Como tu me completas
Sem que eu saiba
O que é essa plenitude.
E no entanto a tua virtude
É ires dando-me
Noção do que me completei
Mais agora do que de ontem.
E pelo meio estendes-te
Pelos dias sendo tu própria.
Podias ter o mundo
E dás-me de barato
O teu universo.
E eu, controverso
Em mim,
Busco a plenitude do Ser.
E tu completando o quadro
Por te dares
Sem te subtraíres
Completas-te!
És tão imensamente maior
Por ti e no entanto
Ensinas-me
Que maior se é
Só com quem
Se quer estar.
A dar universos
Sem perder nada.
Sem te perderes.

Eu sou um solitário
Na busca das respostas
Às perguntas difíceis.

E tu, completa,
Vais deixando-me ir.


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