Apenas me rendo
A ti.
À simplicidade
De ser apenas isto
E isto ser tanto
De quase tudo.
Do "quase" em que
Nunca chegavas.
De que eu não chegava.
Olhámo-nos.
E logo o abraço
Se alongou em amor.
Assim, quase todo
O amor
Que não é todo
Porque levamo-lo
No abraço
Alongado no tempo
E largo no quase.
Um dia antes de quase
Chegarmos
Tivemos toda uma vida
Após os primeiros quases
E esse último.
Quero-te sempre quase
Minha metade!
"Fazes-me falta! As vezes que guardei Essas palavras em mim. Faltava-me a coragem E perdia-se algo de tanto Que se foi perdendo Pelo tempo. Guardei-as Segurando-me a mim. À mulher que Em mim cresceu. És amável homem meu. Gentil. (Saudade...) E a falta que fazes Enfim. E enfim que to digo. Porque me tenho Em toda E na soma das metades. Fazes-me falta! Porque me completas. Porque um abraço Ou o encosto Do corpo Ou o olhar Ou as conversas Do Ser São a simplicidade De sermos Apenas Amor. Fazes-me falta Se não tiver as tuas palavras. Fico com estas Que são minhas E que sinto como tuas. Desnudas-me O silêncio E a consciência De que somos Esta poesia. Esta falta que de ti Sentia." Fazes-me falta!
Comentários
Enviar um comentário