Deixei cair a roupa.
Ela ganhou uns jeitos
Da tua pele.
Acomodou-se.
Depois desarrumou-se
E engelhou-se
Para fazer jus
Às tuas rugas de expressão.
Às minha rugas
Do coração.
A tua pele espalhada
Em mim
Cobrindo a vergonha
De não estarmos
Completamente
Desnudados...
Ainda.
Falta um beijo lânguido.
Aquele que falta
Sempre em seguida.
Quero-te despida
Com as rugas do teu
Coração.
Quero sorrir e ficar marcado.
Espalhado
Na tua nudez.
Espelhado
Nos teus "porquês".
Espantado mais uma vez.
São rugas de expressão
Amor.
É isso que vês.
Deixei cair a roupa
E a vergonha toda
A teus pés.
Amor, são rugas na expressão
Como vês!
"Fazes-me falta! As vezes que guardei Essas palavras em mim. Faltava-me a coragem E perdia-se algo de tanto Que se foi perdendo Pelo tempo. Guardei-as Segurando-me a mim. À mulher que Em mim cresceu. És amável homem meu. Gentil. (Saudade...) E a falta que fazes Enfim. E enfim que to digo. Porque me tenho Em toda E na soma das metades. Fazes-me falta! Porque me completas. Porque um abraço Ou o encosto Do corpo Ou o olhar Ou as conversas Do Ser São a simplicidade De sermos Apenas Amor. Fazes-me falta Se não tiver as tuas palavras. Fico com estas Que são minhas E que sinto como tuas. Desnudas-me O silêncio E a consciência De que somos Esta poesia. Esta falta que de ti Sentia." Fazes-me falta!
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