Assim como te deitas
No leito alva
Transapareces a brancura
De uma foto a preto e branco.
Alongas-te nua
E eu por enquanto
Oiço dos silêncios em que
Despertas
"Sou tua!"
Que loucura
Que luz que se trespassa
Dessas persianas
Para te tocarem
Ao de leve.
É luz tua
Que se nos oferece.
Que acaricia a mão tua
Como se fora uma prece.
Um lascivo bamboleado
Que por agora acontece.
Mulher.
Feminina.
Ser que me desperta
E o nervo adormece.
Branca é a calma
Do amor que prevalece.
"Fazes-me falta! As vezes que guardei Essas palavras em mim. Faltava-me a coragem E perdia-se algo de tanto Que se foi perdendo Pelo tempo. Guardei-as Segurando-me a mim. À mulher que Em mim cresceu. És amável homem meu. Gentil. (Saudade...) E a falta que fazes Enfim. E enfim que to digo. Porque me tenho Em toda E na soma das metades. Fazes-me falta! Porque me completas. Porque um abraço Ou o encosto Do corpo Ou o olhar Ou as conversas Do Ser São a simplicidade De sermos Apenas Amor. Fazes-me falta Se não tiver as tuas palavras. Fico com estas Que são minhas E que sinto como tuas. Desnudas-me O silêncio E a consciência De que somos Esta poesia. Esta falta que de ti Sentia." Fazes-me falta!
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