Desfolhava folhas
De óleos que pintara
Em tempos
De solidão
E de cólera.
Representação que nos
Acalma a arte.
Um certo tipo
De fé,
De religião.
Desfolho o passado
Para não esquecer
O caminho.
A arte de me perder
E reencontrar.
Tomo o caminho escarpado
Ao céu.
Ao cume da montanha
Onde nos sopra a brisa.
Não és segredo
És tesouro de se agradecer
Ao azul imenso.
Arte de te encontrar em mim.
Pintei quadros
Em papelinhos guia.
Pintei óleos de lágrimas
E de esperança
Até este dia.
Não me esquecerei
Do tempo mesmo que ele
Agora pareça não existir.
Não me esquecerei
Das lágrimas que me fizeram
Pintar futuros.
São sorrisos
Que se acautelam de céu
E no tempo
Esse que há-de vir.
Sonhei quadros pintados
Em óleo de carpir.
Carpi até aqui
Este azul imenso
De ti!
"Fazes-me falta! As vezes que guardei Essas palavras em mim. Faltava-me a coragem E perdia-se algo de tanto Que se foi perdendo Pelo tempo. Guardei-as Segurando-me a mim. À mulher que Em mim cresceu. És amável homem meu. Gentil. (Saudade...) E a falta que fazes Enfim. E enfim que to digo. Porque me tenho Em toda E na soma das metades. Fazes-me falta! Porque me completas. Porque um abraço Ou o encosto Do corpo Ou o olhar Ou as conversas Do Ser São a simplicidade De sermos Apenas Amor. Fazes-me falta Se não tiver as tuas palavras. Fico com estas Que são minhas E que sinto como tuas. Desnudas-me O silêncio E a consciência De que somos Esta poesia. Esta falta que de ti Sentia." Fazes-me falta!
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