Simples são os teus gestos.
A calma de respirar.
O ser no seu
Semelhante ser.
O desconhecimento
Por não ser importante.
Sonhas e sonhas
Com propriedade.
O amor é teu
E tu partilhas.
Como respiras.
Como inspiras a confiança
Dos deuses.
Tens o universo
A teu favor
E eu a poeira que se
Desloca lentamente
Em anos-luz
Ao teu centro.
Só o sei por fora
Até que se faça
Universo em mim
Por dentro.
Prometo
Que não passo disso.
Um universo imenso
Percebendo nada,
Senão o lento deslocar
Dos nossos intentos.
Incenso
E reza-se uma fortuna,
Uma bruma do que fui
E da luz a que me
Atrais.
E não haverá depois
Nada mais.
E se houver,
Partimos daí para
Ser.
Talvez um dia seremos
Tudo
E tudo será começo
Mesmo depois de
Cada um renascer.
"Fazes-me falta! As vezes que guardei Essas palavras em mim. Faltava-me a coragem E perdia-se algo de tanto Que se foi perdendo Pelo tempo. Guardei-as Segurando-me a mim. À mulher que Em mim cresceu. És amável homem meu. Gentil. (Saudade...) E a falta que fazes Enfim. E enfim que to digo. Porque me tenho Em toda E na soma das metades. Fazes-me falta! Porque me completas. Porque um abraço Ou o encosto Do corpo Ou o olhar Ou as conversas Do Ser São a simplicidade De sermos Apenas Amor. Fazes-me falta Se não tiver as tuas palavras. Fico com estas Que são minhas E que sinto como tuas. Desnudas-me O silêncio E a consciência De que somos Esta poesia. Esta falta que de ti Sentia." Fazes-me falta!
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