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A janela de cores fugidias

Eu sei que sabes
Que a minha imaginação
Não te faz única.
A minha imaginação
É a liberdade.
E tu és a liberdade
Mas não a minha imaginação.
Então é verdade!
É verdade
Que não vivo
Na tua.
Que somos reais
E que eu também te sou
Liberdade.
Que sou a realidade
E a crueza.
Sou o teu convidado
Nesta viagem.
Amar-te é sem paragem.
É bilhete tirado sem
Volta
E sem bagagem.
É só imaginação minha
E a nossa verdade.

Escrevo-te um poema
Para que saibas
Que sou teu.
Porque assino
Como quem prometeu.
Na verdade...
Sou eu
E tu és onde a minha viagem
Começa
E não pára.
Olho pela janela
E as cores
Misturam-se e ficam para
Trás.
É por me dares caminho
E por me amares.
És todas as paragens
Em que não nos apeámos.
Imagei seguirmos
E ficámos
Sentados lado a lado
Naquela carruagem.
Seguindo.
Na verdade
E na minha imaginação.

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